Do coração e outros corações

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segunda-feira, 29 de abril de 2013

poizé!


Carlinhos Cachoeira detido em blitz da Lei Seca

ED26F7D876B9BDB220FEB993F1B32Carlos Augusto de Almeida Ramos, contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira, foi detido na madrugada de ontem pela Polícia Rodoviária Federal de Goiás depois de se recusar a fazer o teste do bafômetro.
Cachoeira foi parado por policiais durante uma blitz da Lei Seca na BR-060, em Anápolis, Goiás, quando voltava de um show do cantor Gusttavo Lima.
Ele estava acompanhado da mulher, Andressa, e de um casal. Todos pareciam estar embriagados, segundo informação da PRF.
O contraventor foi levado ao 6º Distrito Policial da cidade e liberado em seguida, depois de pagar uma fiança de R$ 22 mil. A carteira de motorista de Cachoeira foi apreendida e o carro que dirigia, um Kia Cadenza, teve que ser levado por um amigo.
Preso no ano passado por conta da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal (PF), e condenado a 39 anos e oito meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha, Cachoeira recorre da sentença em liberdade.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Do blog de Roberto Romano

 
Desvendando tenebrosas transações
Esta semana, o Congresso Nacional instalou uma CPMI para investigar as denúncias envolvendo o lobista Carlinhos Cachoeira. Foram reveladas fortes conexões entre o esquema e a empreiteira Delta - cujo crescimento incrível e as conexões suspeitas com o poder público no Rio já haviam sido denunciados por nós em 2011. Em pronunciamento, Chico Alencar registra confissões de Fernando Cavendish, dono da empresa. Leia o discurso de Chico durante a criação da CPMI.
 
Muito sangue, pouca justiça
Na última terça-feira (17/4), o Massacre de Eldorado de Carajás, em que 21 trabalhadores (19 no local) foram assassinados pela Polícia Militar do Pará, completou 16 anos. O crime permanece praticamente impune até hoje. Em pronunciamento, Chico registra as ações do MST na Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária este ano. Leia também artigo de Leonardo Sakamoto explicando por que o episódio segue impune.
 
Crianças que leem
Nesta quinta-feira (19/4), às 14h, Chico esteve na Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília. Falou sobre "Diversidade indígena, ecológica e literatura infantil". Chico tem três livros para crianças com narrativas que tocam nesses temas: "Passarinhos e Gaviões", "A Semente de Nicolau" e "Miltopeia" - este em parceria com Herbert de Souza, o Betinho.
 
Caminhada Ecológica
Neste sábado (21/4), haverá uma Caminhada Ecológica em São João da Barra. O objetivo é denunciar as arbitrariedades cometidas pela EBX, de Eike Batista, na construção do Porto do Açu na região. Recentemente, agricultores foram removidos de forma truculenta pelo poder público local.
 
Desenvolvimento assim não Vale
Na última quarta-feira (18/4), foi realizada a Assembleia dos Acionistas da Vale. A empresa recebeu o título de pior corporação do mundo pelo site PublicEye. Na Assembleia, entidades impactadas fizeram denúncias dos danos ambientais, sociais e econômicos da atuação da empresa no Brasil e em outros 37 países. O consultor Clóvis Torres declarou, na ocasião, que a Vale não é culpada dos danos da TKCSA porque é minoritária no empreendimento, e que eles só não vendem sua parcela porque "ninguém quer comprar".
 
Artigos
Tuitando
"Alô, CPMI: tráfico de influência p/ facilitar licitações e ganhar contratos públ passa pelo FINANCIAMENTO DAS CAMPANHAS." Esta é uma frase de Chico no twitter. Acompanhe.http://twitter.com/depchicoalencar
 
Fique ligado!
Chico participa quinzenalmente do Programa Faixa Livre, na Rádio Bandeirantes (1360 AM), a partir de 8h. Pelo site, você pode acompanhar as edições antigas: www.programafaixalivre.org.br.
 
Frase da semana
"O bicho está enraizado na cultura brasileira. Existe em frente ao Planalto e nos fundos da igrejinha de Vila Risonha de Santo Antônio da Manga de São Romão."
(Chico Alencar, ao Último Segundo (17/4), sobre o Jogo do Bicho. O site revelou uma jogatina em frente ao Planalto)
 
Deu na Imprensa
 

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Poizé!


Cachoeira vazava operações da PF para a chefe de gabinete de Perillo, governador tucano de GO

No curso das investigações da Operação Monte Carlo, a Polícia Federal detectou uma inusitada triangulação telefônica entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e Eliane Gonçalves Pinheiro, a chefe de gabinete do governador tucano de Goiás Marconi Perillo.
Munido de informações recolhidas pela rede de policiais que prestavam serviços à sua quadrilha, Cachoeira repassava à assessora de Perillo dados sigilosos de operação da própria Polícia Federal.
A conexão de Cachoeira com o gabinete do governador tucano consta de relatório da PF. Deve-se a revelação aos repórteres Chico de Gois e Jailton de Carvalho. A dupla trouxe à luz o conteúdo de torpedos e conversas captadas pela PF.
Cachoeira repassou a Eliane dados referente a uma operação policiais desencadeada em 13 de maio de 2011. Chamava-se Operação Apate. Visava desbaratar esquema de fraudes contra a Receita Federal. Coisa de R$ 200 milhões.
Envolvia o cumprimento de 82 mandados judiciais de busca e apreensão e 13 ordens de prisão em cinco Estados: Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Minas Gerais. Envolvia prefeitos e servidores graduados de vários municípios.
A chefe de gabinete de Perillo dispunha de um aparelho de rádio Nextel igual ao que Cachoeira cedera ao senador Demóstenes Torres. Um equipamento habilitado em Miami, que a quadrilha supunha imune a grampos.
Em 12 de maio, véspera da operação farejada pela rede de iformantes de Cachoeira, o contraventor trocou torpedos com Eliane. O primeiro alerta seguiu às 20h16: “Vai ter busca na casa e prefeitura”, avisou Cachoeira. E Eliane: “Ok, entendi.”
Cachoeira foi específico: “Somente busca.” E aconselhou: “Pede a ele que tire as filhas de lá.” Eliane respondeu: “Elas estão na casa dele em Taguatinga. Vc. acha q eles vão procurar lá tbem? Ele tem as duas residências”.
“Acredito q não. Uruaçu, Minaçu”, anotou Cachoeira, referindo-se a dois municípios que reeberiam a visita de agentes da PF. O contraventor encerra a troca de mensagens com um par de interrogações: “Entendeu? Falou pro chefe?”
Como que decidido a certificar-se de que Eliane compreendera suas mensagens, Cachoeira tocou o telefone para ela doze minutos depois do intercâmbio de mensagens. O diálogo foi capturado pelo grampo.
“Eliane?”, inicia Cachoeira. “Estou ouvindo”, Eliane responde. Esquivando-se de mencionar o nome do chefe de sua interlocutora, o contraventor indaga: “Falou pro maior?” E Eliane: “Falei, estou com ele aqui. Tá aqui. Imagina como que tava.”
Antes do término do diálogo vadio, Eliane perscruta sobre a existência de novo salvos da PF. Cachoeira responde, em mau português: “Não. Já, já eu te falo. O que eu sei é esses aí. Num tem ninguém grande não.” Eliane roga: “Se você ficar sabendo, me fala. Tem uns pequenos aí que interessa à gente.”
Ouvida, a chefe de gabinete de Perillo reconheceu que conhece Cachoeira desde 2003. Declara que a Eliane mencionada no relatório da PF pode ser uma advogada homônima. Impossível. A PF menciona no documento nome, sobrenome, CPF e os números dos telefones utilizados.
Eliane diz que o Nextel fisgado pela PF não foi cedido por Cachoeira. Alega que um amigo lhe cedeu o aparelho para que ela o utilizasse numa viagem ao exterior. Chama-se Wladimir Garcez. Vem a ser um ex-vereador. Segundo a PF, um integrante da quadrilha de Cachoeira.
Procurado, Perillo manifestou-se por meio da assessorial. Mandou dizer que desconhece a relação de sua chefe de gabinete com Carlinhos Cachoeira. E mais não disse.
De acordo com a PF, Cachoeira repassou dados policiais sigilosos também para Cláudio Dias Abreu, um ex-diretor da construtora Delta no Estado de Goiás. Esas conversas também foram pilhadas nas escutas telefônicas.
Cláudo Abreu recorreu aos bons préstimos de Cachoeira, por exemplo, em 14 de julho de 2011. Buscava informações sobre operação que a PF realizaria no Pará. “É deixa eu te falar, nós ficamos sabendo que vai ter uma operação lá no Pará, dá pra você levantar se vai ter reflexo aqui?”
Cachoeira tranquiliza o interlocutor. Declara que, se a operação paraense chegasse a Goiás um dos delegados ligados à quadrilha já teria alertado. Presidente da Delta, Fernando Soares negou, por meio da assessoria, que a construtora mantenha vínculos com Cachoeira. Disse que Cláudio Abreu foi desligado da empresa em 8 de março, após a deflagração da Operação Monte Carlo