Do coração e outros corações

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

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JORGE ALEMÁN
PSICOANALISTA, ESCRITOR Y AGREGADO DE LA EMBAJADA DE ARGENTINA

´La corrupción política no es una anomalía, sino que es estructural al sistema´

El prestigioso psicoanalista ofrece hoy en una charla en el Club INFORMACIÓN bajo el sugerente título "Angustia y política"

13:23
´La corrupción política no es una anomalía, sino que es estructural al sistema´
´La corrupción política no es una anomalía, sino que es estructural al sistema´ INFORMACIÓN

Jorge Alemán defiende la necesidad de un nuevo sistema frente al capitalismo feroz que "va a acabar con los vínculos sociales", cuestión que, entre otras, el prestigioso psicoanalista abordará hoy en una charla en el Club INFORMACIÓN bajo el sugerente título "Angustia y política".

ISABEL VICENTE Angustia y política, ¿son términos parejos?
En principio no tienen nada que ver salvo que hiciéramos la broma fácil de que la política está angustiando a la población pero no es ese el sentido de la conferencia. El título es un esfuerzo para pensar dos cuestiones que siempre han estado separadas. La angustia es una experiencia que remite a lo más singular de cada uno, la política en cambio siempre hace referencia a lo colectivo y a cómo se organiza. Tal vez el esfuerzo desde el psicoanálisis es pensar en una lógica colectiva que no excluya lo singular. Hasta ahora todos los proyectos colectivos, los de emancipación, que son los que me interesan, han borrado las malas experiencias de lo singular, de la angustia, por ejemplo las revoluciones, desde la francesa a la rusa o a cualquiera, se han revelado como imposible por los daños que provocaban en los individuos. Hay que recuperar esa dimensión subjetiva que la angustia pone en la escena.
Será una broma fácil, pero la angustia que sentimos los ciudadanos ante la política actual es real...
La clase política es el síntoma de una estructura. La corrupción se piensa como una anomalía pero yo creo que la corrupción en el nuevo orden del capitalismo no es una anomalía, es un hecho estructural del cual los políticos son sus síntomas.
¿La inoperancia también es estructural?
La inoperancia también, porque esta política está solo preparada para plantear consensos que actualmente son construcciones mediáticas. Hasta que no aparezca de nuevo lo que llamábamos el pueblo, no va a haber política.
¿Y qué opción tenemos?
La opción es la más difícil atrevida y lejana, ver si se puede cambiar la lógica neoliberal que rige la marcha del capitalismo que va a acabar destruyendo todos los vínculos sociales. Va a erosionar y socavar todo el campo de la experiencia humana.
¿Qué papel juegan en ese cambio los nuevos movimientos ciudadanos como los indignados?
El 15M es el comienzo del pueblo. Entiendo por pueblo un deseo de justicia e igualdad más allá de las limitaciones de la experiencia y los problemas organizativos que aún tienen estos movimientos. Hay que encontrar un modo de reunión, un nuevo modo de vincularse, inventar vínculos que nos conecten, no solo en las redes sociales sino también en la calle, los encuentros, el debate, la pregunta sobre si todo esto tiene que ver con nosotros o es una especie de tsunami que se nos cayó encima. Se sigue esperando mucho de los expertos, y creo que hay pueblo cuando no se espera nada de los expertos.
¿A qué expertos se refiere?
Me refiero a los tecnócratas que todos los días evalúan la situación del lado de la rentabilidad de capital donde ya el solo hecho de existir va a ser no rentable. Eso no es una crisis sino un nuevo modelo de acumulación de capital, es un nuevo modo de abaratar el trabajo y de arrancar a los trabajadores sus conquistas para volver de nuevo a la economía más competitiva.
¿Qué podemos hacer los ciudadanos de a pie?
Las respuestas históricas no vales. Hay que revisarlas porque no se puede partir de cero pero hay que inventar un nuevo modo de hacer política y de hacer experiencias colectivas. Lo anterior, como las revoluciones de las que hablábamos al principio, llevó a consecuencias que no son las deseables. Hay que buscar una lógica no violenta. Las experiencias que se producen de asambleas, 15M y nuevos movimientos sociales son un buen punto de referencia.
Sí, pero, pese a las protestas, a la hora de votar seguimos los mismos esquemas de siempre.
Hay una serie de sinergias históricas. Hubo una guerra y sus efectos duran muchos años. Los efectos de una guerra se transmiten por décadas y la impunidad y el miedo también. Siempre me ha llamado la atención que en España no se haya podido enterrar a los muertos de uno de los bandos, que no se haya llevado a las últimas consecuencias la investigación de desaparecidos. Quizá se sigue votando en esa línea de sinergia.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Post-it de Robert Wyatt

do Blog Meditação na pastelaria aqui
Post-it de Robert Wyatt
"É óbvio que [ao capitalismo] não interessa que toda a gente morra à fome porque aí desaparecem os consumidores. Basta que as pessoas tenham dinheiro para comprar Coca-Cola, hamburgueres e discos da Britney Spears."

sábado, 3 de dezembro de 2011

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O que sobrou para os intelectuais?

Do Blog PASSA PALAVRA aqui 
Categoria: Ideias & Debates
A enorme função de disciplinar o pensamento, de moralizar, que foi a dos intelectuais humanistas, passou para o âmbito dos meios eletrônicos. Por Ronan.
barreto-intelectualA questão dos intelectuais é um velho tema interno à esquerda. Desde o desenvolvimento do movimento operário vimos serem desenvolvidas teorias de crítica social ao capitalismo. A concomitância das lutas e teorias alimentou um grande mito sobre o papel dos intelectuais para a luta social. A aposta, por vezes religiosa no papel do intelectual, levava à crença generalizada no potencial da educação para a prática anticapitalista. De Marx a Bakunin, passando pelos reformistas, vimos uma aposta profunda na educação que nunca parou para questionar se os trabalhadores seriam pessoas abertas ao que eles denominavam formação crítica. Muito dessa aposta no intelectual compõe a paisagem humana que herdamos. Mas será que se trata do mesmo tipo de intelectual? Será que as condições estruturais modernas permitem aos intelectuais de hoje um papel tão destacado quanto outrora?
Durante bom espaço de tempo, os intelectuais emergiram como porta-vozes dos oprimidos e explorados, defensores também dos privilegiados e puderam atuar tranquilamente. Eles possuíam autonomia e controle sobre a produção do saber. Não havia a concorrência do rádio, da televisão, da Internet, do brutal urbanismo funcionalista, da publicidade. A maioria dos teóricos críticos do capitalismo eram intelectuais, de forma que a teoria socialista foi sobretudo desenvolvida por elementos externos à classe trabalhadora, como Fourier, Marx, Owen, Bakunin, Kropotkin, Malatesta. Houve exceções, sendo mais conhecido o caso de Proudhon, de origem plebeia, mas ainda ligado a um mundo de trabalho pré-capitalista na rural França de meados do século XIX. Se, como dizia a frase símbolo da Primeira Internacional, a emancipação dos trabalhadores haveria de ser obra dos próprios trabalhadores, o desenvolvimento da teoria socialista havia sido obra dos intelectuais! E eles puderam atuar desde finais do século XVIII até meados do século XX, ou quase meados, conforme as trajetórias nacionais.
imagem2No entanto, o desenvolvimento do capitalismo, que com sua máquina implacável é capaz de submeter e reorganizar tudo conforme os ditames da economia, tratou de alterar completamente o campo de produção, organização e difusão das ideias, sufocando os intelectuais autônomos. O mesmo capitalismo, que com a escolarização massiva da população pôde oferecer uma massa de leitores aos intelectuais contestatários, tratou depois de tirar aos intelectuais o público que lhes havia acompanhado ao fazer da história. De um lado, preparava uma massa de leitores, mas, de outro, criava outros mecanismos de enquadramento mental.
A enorme função de disciplinar o pensamento, de moralizar, que foi a dos intelectuais humanistas por longo tempo, também da igreja, com o desenvolvimento assustador da técnica durante o século XX passou para o âmbito dos meios eletrônicos como a TV, rádio, internet, além de outdoors e urbanismo e, secundariamente, os grandes jornais. Digo secundariamente porque a Folha de São Paulo e o Estado de São Paulo - maiores jornais brasileiros - possuem tiragem de 350 mil exemplares, enquanto a TV atua sobre o cérebro de milhões. Ainda, para ser influenciado pela Folha ou pela Veja, é necessária uma posição ativa do leitor, o que é talvez dispensável no caso do rádio e TV, outdoors etc.
O grande intelectual eletrônico representado pela indústria do entretenimento e da comunicação, por toda esta maquinaria de enquadramento mental, acabou por sufocar completamente os intelectuais autônomos. E tudo isto com a vantagem de passar ao público que as ideias deste ou daquele são políticas, mas as da publicidade, o videogame, os outdoors, os shoppings, o cinema, a TV, o rádio não o são.
faceA esquerda no poder traçou o mesmo caminho. Temos a CUT com seus programas televisivos, de rádio e a Revista do Brasil. Recorrem também à internet e à publicidade. Se no passado houve uma produção material e intelectual autônoma inscrita na robusta imprensa operária, hoje são os mesmos publicitários e as mesmas empresas que servem tanto aos empresários quanto aos sindicatos. O mesmo publicitário que num ano trabalha para um partido no outro serve ao concorrente.
E nem é preciso fazer considerações a respeito da proletarização e profundo controle que atingiu os trabalhadores das ideias, responsáveis pelos desenhos, pelas novelas, pelos programas de rádio, roteiros de filmes e outros. Se o Macartismo ficou conhecido pela perseguição a escritores, atores e diretores, e sabemos hoje o envolvimento de Walt Disney com a direita americana, em outros cantos a censura interna supria a função exercida pelo famoso senador.
Sobrou a universidade, dirão alguns. Mas os intelectuais foram deglutidos também pelo seu aprisionamento nas instituições universitárias, onde são docilizados e permanecem envoltos à carreira. Esses intelectuais perderam a aura que tinham, com a proletarização da universidade. Como proletários do conhecimento, o horizonte ofertado é o de inserir-se em algum grupo de estudo que faça pesquisa para o poder público ou para as empresas. Quanto mais útil o conhecimento produzido for para as empresas ou para o Estado, maiores serão as verbas recebidas. Tais grupos de estudo são verdadeiras encubadoras de gestores. O aluno começa hoje pesquisando violência na cidade tal e amanhã estará dando palestra para a polícia, assessorando prefeitura e, se for bem sucedido, pode tornar-se secretário, presidente de um conselho de segurança ou dono de ONG. Feminismo, educação, ambiente e vários temas permitem o mesmo percurso.
Há os que afloram aos jornais. Mas estes entram no esquema da autocensura – publicar algo que agrade para receber um novo convite para publicação. Não temos hoje na imprensa jornalística a presença de outrora de um Mário Pedrosa, um Cláudio Abramo, um Maurício Tragtenberg, este último demitido por pressão de empresários, sem contar os inúmeros processos que recebeu.
utopia
Utopia pode ser a resposta para alguns de seus problemas. DEIXE-ME EXPLICAR.
Quem se aloja mais à esquerda fica sem muito espaço. Há a Caros Amigos [1] que tem tiragem de 50 mil exemplares e há a Carta Capital. Parece muito, mas, no século XIX, Proudhon vendia milhares de exemplares sem a concorrência do rádio e da TV, havia ainda uma vigorosa imprensa operária. Num país com 190 milhões de habitantes, 60 milhões de miseráveis, 40% da população sobrevivendo com um salário mínimo mensal e com um índice vergonhoso de leitura de 1,8 livros per capta por ano, podemos constatar os limites.
No espaço da universidade, quem não se enquadra não tem muitas oportunidades e os financiamentos são menores ou inexistentes. A bem da verdade, uma pequena parcela faz pesquisa que tenha utilidade para além da própria formação, que não seja mera sistematização de leitura. Pesquisas do tipo “o que pensava Paulo Freire, o que pensava Gramsci, o que pensava Malatesta” abundam. Em outros casos trata-se mesmo de inutilidades ou temas de interesse estritamente local. E o que resulta disto tudo vira teses e dissertações que nem os orientadores leem ou vai parar em revistas que não somente são limitadas na tiragem como não são lidas nem pelos membros dos grupos de pesquisa que as editam. Quer dizer, ninguém lê a revista toda – cada um lê o seu artigo. Enfim, a revista serve para comprovar materialmente que o grupo de estudo existe e alargar o Lattes de seus membros.
Resumo do quadro: o intelectual eletrônico predomina e sufocou os intelectuais autônomos. Os que estão na universidade fazem pesquisa para empresas e governo, alguns servem aos jornais e revistas, TV. Há os radicais, mas com espaço e verbas restritas, sem saltar a bolha da universidade e com poucas pesquisas significativas.
biblios
Mas alguma coisa sobra. Há uns pesquisadores que produzem conhecimento que é útil e apropriado pelos movimentos sociais, assim como pelos trabalhadores em suas entidades. E este conhecimento é depois trabalhado nos espaços de formação próprios. Há escolas, há posses, há cursos de sindicatos, há cursinhos populares, grupos de estudo. E há a difusão. Nos últimos anos temos visto proliferar e difundir-se uma, embora fragmentada, prolífica imprensa eletrônica, e meios de comunicação que têm servido como instrumento de formação, debate e inter-relacionamento aos que lutam.
De movimentos por um transporte público e contra o aumento de tarifas, passando por sem-teto, sem-terra, minorias, movimento de literatura periférica, contra opressão carcerária, contra opressão policial, posses e associações, greves e paralisações por melhorias salariais e laborais, há formas variadas de luta. Para essas lutas têm servido as rádios livres, ditas piratas, os blogs, os sites, as redes, as mensagens de celular; têm surgido filmes e fotos, palestras e discursos, debates e polêmicas que servem aos participantes como palco educativo coletivo.
Parece que é conectando-se com tais meios que o pesquisador interessado poderá dar finalidade às suas pesquisas. Mas agora não existe mais o Partido que ofereceria a massa a ser educada. Ainda, o grau de auto-organização é bem mais elevado e são os movimentos que costumam chamar a quem lhes interessa. Há os meios de difusão e de discussão próprios. Por mais especializado que seja alguém em dado assunto, não há mais tanta diferença em termos de saber entre o pensador e o público, como havia antes. A população hoje possui uma maior instrução e, com dedicação, tantos podem desenvolver estudos sobre temas variados.
Nota
[1] Temos a Revista do Brasil, publicação da CUT com tiragem de mais de 300 mil exemplares, mas esta é claramente uma correia de transmissão do governo encabeçado pelo PT e nela pouco há que diga respeito ao mundo do trabalho.

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«Este capitalismo não dá respostas à crise»

do Blog de Joana Lopes, Entre as brumas da memória  aqui

A ler na íntegra, uma entrevista a Ulrich Beck, divulgada hoje no Público.es.

¿Se puede seguir hablando en el siglo XXI del capitalismo como un sistema garante?
La tecnología no es la única que genera problemas. El capitalismo genera sus propios riesgos. Por ejemplo, el tema de Lehman Brothers, que fue el inicio de la crisis financiera, es un poco lo que fue Chernóbil con la energía nuclear. Necesitamos tiempo para darnos cuenta de esto. En cierto modo, la nueva versión liberal del capitalismo no da respuestas a estas situaciones de crisis.
"Hay que reinventar la democracia a nivel transnacional"

Usted defiende el cosmopolitismo como vía de solución, pero ¿cómo puede llevarse a la práctica?
Esa es una de las grandes preguntas. Quizá surja un nuevo principio político. Yo le llamo cosmopolitismo, porque nos enfrentamos a riesgos globales. Y cabe decir: o cooperamos o fracasamos. (…)

¿Su planteamiento no puede resultar utópico ante el modelo actual, dominado por los intereses de los mercados y el modelo tradicional de Estado-nación?
Le voy a dar la vuelta. El nacionalismo es la utopía. El nacionalismo en el siglo XIX era la idea realista, pero ahora es irrealista. Es imposible vivir uno solo. (…)

Muchas de las decisiones no se toman ya a nivel local, sino a nivel europeo o en grandes empresas de distintas partes del mundo. Esto significa que la mayor parte de las decisiones va más allá de la participación, más allá de la democracia. Así que hay que reinventar la democracia a nivel transnacional. Tenemos que pensar qué tipos de elementos de la democracia tradicional se pueden utilizar para que aquellos que toman las decisiones a nivel mundial sean responsables. Y creo que esto es realismo, no idealismo.»
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