Imagem 87/107: 23.jan.2012 - Desabrigados dormem pela segunda noite na igreja Nossa senhora do Socorro, proximo à comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), após a desocupação do bairro pela PM, no domingo (22). O local era ocupado desde 2004 por cerca de 1.600 famílias Mais Marlene Bergamo/Folhapress
Por que, filho, te perturbas a ponto de retardar os passos? Em que te incomoda o murmurar desta gente? Dante Alighieri
Do coração e outros corações
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Onde sonham os moradores de Pinheirinho
facebook de Bruna Alem Santinho
Imagem 87/107: 23.jan.2012 - Desabrigados dormem pela segunda noite na igreja Nossa senhora do Socorro, proximo à comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), após a desocupação do bairro pela PM, no domingo (22). O local era ocupado desde 2004 por cerca de 1.600 famílias Mais Marlene Bergamo/Folhapress
Imagem 87/107: 23.jan.2012 - Desabrigados dormem pela segunda noite na igreja Nossa senhora do Socorro, proximo à comunidade de Pinheirinho, em São José dos Campos (SP), após a desocupação do bairro pela PM, no domingo (22). O local era ocupado desde 2004 por cerca de 1.600 famílias Mais Marlene Bergamo/Folhapress
Alkmin
Que há por trás da desocupação brutal do Pinheirinho
do Blog COLETIVO OUTRAS PALAVRAS

Governador Alckmin pretende ser o ultra-conservador que “garante a ordem”, investe contra os pobres insubmissos e confirma subordinação do Estado aos interesses da oligarquia
Será preciso, nas próximas horas, processar todos os dados. Mas ao que tudo indica, acaba de ocorrer, em São José dos Campos, um massacre e algo mais. O desalojamento de centenas de famílias, que constituíram um bairro vivo, num latifúndio urbano (1 milhão de m²) antes reduzido à especulação imobiliária. seria, por si mesmo, um escândalo.
Mas há agravantes. Naji Nahas, que reivindica a “propriedade” do latifúndio, é um especulador condenado, num país em que a justiça tradicionalmente fecha os olhos (e a política institucional corteja…) os corruptores e criminosos de colarinho branco.
Mais: havia uma trégua em curso, acertada por todas as partes, e uma decisão da Justiça Federal mandando suspender a mal-chamada “reintegração de posse”. O caso ganhou notoriedade nacional e internacional há pouca semanas. Cansados de tantas arbitrariedades, alguns membros da ocupação vestiram-se de uniformes de resistência improvisados, numa encenação artística do que pode vir ser o contra-poder popular.
O governo de Geraldo Alckmin, ligado ao fundamentalismo cristão de direita e o Tribunal de Justiça de São Paulo, conhecido por seus laços com o que há de mais feudal e escravocrata na oligarquia paulista, não toleraram a hipótese de diálogo, muito menos a irreverência das imagens. Num país em que a oposição tradicional parece paralisada, Alckmin pretende, ao que tudo indica, ocupar o espaço da violência contra os pobres insubmissos e da submissão do Estado aos interesses do capital que se liga a oligarquia.
É provável que tenha se mobilizado por isso. Certamente, não ignorava o acordo firmado, há poucos dias, entre os movimentos de sem-teto e a Justiça Federal. Quis mostrar que não o respeita; que seu projeto político inclui até mesmo passar por cima das negociações que buscam a conciliação social, quando esta não serve à oligarquia financeira.
Não se sabe, a esta altura (19h30 de domingo, 22/1) quantas foram as vítimas pessoais desta deriva ultra-conservadora do governador de São Paulo. Mas já é possível enxergar que entre as vítimas está a democracia.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
domingo, 22 de janeiro de 2012
O pacifismo dos tucanos em São Jose dos Campos, São Paulo
Da Folha.com e em vermelho minhas anotações sobre a história da defesa do Nahas pelo prefeito de São Jose dos Campos, Cury, tucano e do Alkmin.
Veja imagens da reintegração de posse
Carro da Globo é queimado em reintegração de posse em SP
Reintegração de posse deixa um ferido em São José dos Campos
PM diz que reintegração de área invadida em SP foi pacífica
Vídeo mostra tensão de moradores em reintegração no Pinheirinho
Um dos assessores do ministro, inclusive, que estava no terreno, foi atingido com uma bala de borracha na perna.
Cardoso teria telefonado para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e alertado sobre os riscos do uso da força policial. Na avaliação do governo, parte das famílias têm ligações com movimentos sociais mais radicais. Forças sociais mais radicais, leia-se, fora do PSDB e PT. Para o governo, o uso da força era desnecessário, tendo em vista que a ocupação está consolidada há oito anos e que haviam discussões para uma solução para a retirada das famílias.
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O uso da força policial no governo Alkmin dá o tom: Cracolândia, USP, São Jose dos Campos....
Reintegração em SP "atropelou negociações para saída pacífica", diz ministro
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
DE BRASÍLIA
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse neste domingo que a ação de reintegração de posse da área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos (97 km de São Paulo), "atropelou" (por que as aspas?) as negociações para a desocupação pacífica do local.
Veja imagens da reintegração de posseCarro da Globo é queimado em reintegração de posse em SP
Reintegração de posse deixa um ferido em São José dos Campos
PM diz que reintegração de área invadida em SP foi pacífica
Vídeo mostra tensão de moradores em reintegração no Pinheirinho Responsável pela interlocução com os movimentos sociais, Carvalho afirmou que o Palácio do Planalto vinha acompanhando as conversas sobre a retirada das famílias da área e trabalhava para uma saída negociada, com a definição de uma nova região para abrigar as famílias.
Por lá, vivem cerca de 6.000 pessoas (10 mil psssoas). O local é alvo de uma disputa entre os invasores e a massa falida de uma empresa, proprietária do terreno (Naji Nahas). No início da manhã, a Polícia Militar cumpriu a ordem judicial. O clima é tenso.
Por conta da ação, as famílias chegaram a bloquear a rodovia Dutra, próximo ao km 154 no sentido Rio de Janeiro, por volta das 13h30 de hoje. | Lucas Lacaz Ruiz/A13/Folhapress | ||
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Tropa de Choque da PM entrou em confronto com moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos (SP) |
Um dos assessores do ministro, inclusive, que estava no terreno, foi atingido com uma bala de borracha na perna.
Carvalho evitou fazer críticas à ação e ao governo de São Paulo, mas disse que o governo federal foi surpreendido com a desocupação ainda mais em um domingo. Ele afirmou que estranhou o fato de o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Pedrosa Cury, ter desmarcado uma reunião sobre a invasão na última quinta-feira.
A presidente Dilma Rousseff foi avisada no início do dia dos problemas na desocupação. Ela pediu que além de Carvalho, os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos) acompanhassem os desdobramentos. Cardoso teria telefonado para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e alertado sobre os riscos do uso da força policial. Na avaliação do governo, parte das famílias têm ligações com movimentos sociais mais radicais. Forças sociais mais radicais, leia-se, fora do PSDB e PT. Para o governo, o uso da força era desnecessário, tendo em vista que a ocupação está consolidada há oito anos e que haviam discussões para uma solução para a retirada das famílias.
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O uso da força policial no governo Alkmin dá o tom: Cracolândia, USP, São Jose dos Campos....
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