Do coração e outros corações

Do coração e outros corações
Mostrando postagens com marcador grafitos na Universidade Estadual de Maringá. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Enfim...

Do Blog do Angelo Rigon, na Má-ringa

aqui
Foto cap-tirada do blog do Rigon

TJ-PR mantém a suspensão de pesquisas da Universidade Estadual de Maringá com cães

A desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima, do Tribunal de Justiça do Paraná, negou pedido feito pela Universidade Estadual de Maringá e manteve a decisão da 5ª Vara Cível, que, atendendo o Ministério Público, determinou que a instituição suspendesse a utilização de cães (da raça beagle e qualquer outro) em pesquisas realizadas pelo Departamento de Odontologia. No agravo de instrumento, a UEM também solicitava a decretação de sigilo do processo para fins de garantir a integridade do patrimônio público e proteger a incolumidade dos pesquisadores que tiveram seus nomes divulgados na ação civil pública. A desembargadora, em decisão do dia 16 de dezembro e publicada hoje, indeferiu o pedido de atribuição de efeito suspensivo ao recurso e deixou de atender a aplicação de segredo de justiça ” por não se antever, in casu, o indispensável interesse público exigível para tanto”.
Em primeira instância, em outubro do ano passado, a suspensão do uso de cães nos experimentos da UEM deu-se porque as pesquisas científicas já estão sendo empregadas em humanos e porque a instituição estão estava promovendo o tratamento especial e necessário aos animais, segundo relatório do Conselho Regional de Medicina Veterinária.
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Comentário:

resta saber como está a sindicância contra o Comitê de Ética da Universidade instaurado pela reitoria para silenciar os professores desse comitê.

domingo, 16 de outubro de 2011

Quem reprime sente tesão na repressão?

Na semana passada um ex-aluna disse-me: "Você viu o que escreveram nas paredes da biblioteca da UEM (Universidade Estadual de Maringá)?"
 Falou em um tom que lembro-me era parecido com o tom das fofoqueiras de muro da cidade onde nasci. "Você viu a fulana como se vestiu ontem? Parecia uma puta!"
E eu ouvi-a - tão nova - falando como as velhas invejosas da minha cidade. Enfim, vi as paredes antes de sexta-feira passada. Na sexta, os moralistas de plantão pintaram as paredes. Eu não entendi o porquê. Afinal, dessa frase "Cuidado, estudantes egocêntricos" não fede nem cheira. É uma frase até ingênua. Mas, o inconsciente coletivo administrativo moralista e punitivo se assustou! Estão se assustando à toa. Essa coisa de apagar uma simples frase me soou assim: quem muito apaga o muro público esconde-se de sua vida privada.



Eu adorei essa frase. As flores da filosofia não nascem na Universidade. SIM, qual é o "pobrema" (sorry, pró-reitor, hoje uso aspas por causa da ortografia).

E essa frase é sublime! Dá a dimensão do que passam os estudantes mais inteligentes, menos cordeiros, mais lutadores. Os estudantes não são rebanhos que atendem os administradores da direita e da esquerda que assolam a Universidade.

Lembro-me da USP de RibeirãoPreto, década de 1970, quando iniciei minha graduação. Logo que entrei na cantina vi a frase: FALA BAIXO SENÃO EU GRITO! Nome da peça de Leilah Assumpção, protagonizada por Marília Pera. Em 1968, na maior parede de minha escola, em tintas vermelhas um grupo de trocos lascou a frase: SODRÉ CÃO!
Em 1993, quando estava terminando o doutorado na USP de São Paulo, choveu muito em janeiro. Cairam alguns prédios da Psicologia Social. Cheguei de manhã para pegar uns documentos e vi a lindíssima frase na parede de um bloco da psicologia:  FREUD NÃO MORA MAIS AQUI!

 Na Universidade Estadual de Maringá o apagar das frases mostra que estamos na baixa Idade Média. Baixa não em termos de data. Of course. Parece que o Kominter não suporta saraus, festas, cultura e grafitos.

ah!
Os grafitos existem desde a antiguidade. Quando os arqueólogos estavam em Pompéia soterrada pelo Vesúvio em 24 de agosto em 79 d.C., encontraram grafitos. Diziam: FULANO DE TAL COMI SUA MULHER.
Eu não entendo e não aceito a realpolitik de apagar os grafitos. São humanos, são históricos e são manifestações importantes.

Eu tenho vontade de grafitar, mas não o farei. Tenho medo de ser presa e deportada para a Albânia.

as fotos: cap-tirei do flick do Ozaí, professor de Ciências Sociais da UEM aqui