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Por que, filho, te perturbas a ponto de retardar os passos? Em que te incomoda o murmurar desta gente? Dante Alighieri
Do coração e outros corações
domingo, 18 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Vai lá!
Vejam o Blog que apresentará todas as MAZELAS da Universidade Estadual de Maringá, não para desquilificar a Universidade, a única pública da Má-ringa, mas para evidenciar os desmandos dos governos em especial o governo Richa.
SOS UEM
http://sosuem.blogspot.com
A SITUAÇÃO DOS DEPARTAMENTOS: faltam funcionários, professores concursados que não foram nomeados, professores que fizeram concurso para titular que não foram nomeados, paredes rachadas, telhados furados, trincos que caem das portas, cursos novos sem professores efetivos que já estão no terceiro ano...
Enquanto isso, muitos docentes trabalham, trabalham, trabalham...( é claro que nem todos e todas, mas isso quem tem os dados não sou eu).
Dizem que em Curitiba uma COMISSÃO trabalha na surdina para a AUTONOMIA DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO PARANÁ. Mas, que tipo de AUTONOMIA um governo quer dar quando odeia as instituições públicas? Sei não, diriam os mineiros!
Uma opinião
Do blog de ROBERTO ROMANO
Fernando Rodrigues entrevista
(Bruno Lupion)
Fernando Rodrigues entrevista
De saída do PT, Domingos Dutra afirma que Dilma ‘paga o pato’ pelas escolhas de Lula
Fernando Rodrigues
Deputado federal quer se filiar à Rede e disputar o Senado em 2014
O deputado Domingos Dutra (PT-MA) fez um discurso emocionado na 2ª feira (5.ago.2013) em Milagres do Maranhão, interior do Estado, no qual deixou claro para todos os petistas que o ouviam: ele deixará a legenda que ajudou a fundar, há 33 anos, para se filiar à Rede, de Marina Silva.
O motivo do rompimento é a aliança do PT com o senador José Sarney (PMDB-AL). O deputado, que chegou a fazer greve de fome em 2010 contra o apoio do PT à reeleição de Roseana Sarney, cansou de defender que seu partido não se junte ao clã que domina a política maranhense há décadas.
Em entrevista ao Blog, ele afirma que Lula desperdiçou a chance de usar sua popularidade para “oxigenar a política”. Para Dutra, o ex-presidente preferiu dar razão a “gente ordinária, que está aí há séculos”, e hoje a presidente Dilma “paga o pato” por essa escolha, virando alvo de protestos que pedem renovação na política.
O deputado avalia que é mais fácil o PMDB abandonar o PT, caso Dilma não se reeleja presidente, do que o PT “se desgrudar” de Sarney. “2014 está chegando e o PT continua no curral do Sarney”, afirma.
Leia trechos da entrevista a seguir:
Por que o senhor decidiu sair do PT?
Em 2010, o diretório estadual do PT definiu, contrariando a vontade do diretório nacional e pressões do governo do Estado, uma aliança com o PC do B para o governo do Estado, apoiando o Flávio Dino, que era deputado federal. O PC do B é aliado do PT desde a primeira eleição, em 1989. Nosso encontro foi em março e de março até junho o senador [José] Sarney ficou pressionando o presidente Lula. Ao final, Lula determinou que o diretório nacional fizesse intervenção no diretório [estadual] do Maranhão. E entregou o partido para o Sarney. Eu fiz greve de fome durante 10 dias. No final da grave de fome, nós fizemos um acordo e nesse acordo o diretório nacional nos liberou para fazer campanha a favor do Flavio. Só que está chegando 2014 e o PT do Maranhão continua no curral do Sarney. Diante dessa situação, eu não posso continuar no partido. A não ser que o PT do Maranhão saia do curral do Sarney.
Há chances de o PT romper com Sarney?
Acho muito difícil. Eu não acho que o PT vá sair, mas é possível o PT ser expulso pelo PMDB do Maranhão, do Sarney, caso a presidente Dilma não melhore sua popularidade e o presidente Lula não puder ser candidato. Se o PT não tiver um candidato competitivo, o PMDB larga o governo e vai se juntar com o Aécio [Neves]. Aí acho que eles expulsam o PT e se agregam ao PSDB.
Nessa hipótese, o sr. permaneceria no PT?
Se o PT se desgrudar do Sarney, eu reavalio a minha saída. Apesar de todos os problemas nacionais que o partido tem, eu acho que ainda dá pra disputar o PT ainda. Agora, em nível local é impossível, porque não dá para conciliar.
Qual é sua relação com a Rede, de Marina Silva?
Estou desde fevereiro de 2013 ajudando a fundar o Rede. Como tem a fidelidade partidária, eu só posso me desfiliar do PT na hora que tiver um outro partido sendo legalizado no TSE [Tribunal Superior Eleitoral]. Fundou o partido, eu tenho 30 dias para sair de um e entrar no outro. Estou no processo de formação da Rede e numa contagem regressiva para me desfiliar do PT.
Além do sr., mais alguém do PT no Maranhão pretende ser filiar à Rede?
Tem vários militantes. Mas eu não estou fazendo campanha para grandes militantes saírem do PT e irem para a Rede. Primeiro, tem que legalizar o partido, para depois… Agora, eu acho que legalizando, vai sair muita gente. O [deputado estadual] Bira do Pindaré está discutindo.
Nesta semana, o sr. fez um discurso emocionado em Milagres do Maranhão anunciando a sua saída do PT. Como seus companheiros de partido reagiram?
Muitos não querem que eu saia, e nessas reuniões que eu estou fazendo com o Flávio Dino, chamadas “Diálogos”, juntam muitos petistas. Então eu aproveitei para explicar por que estou saindo. É evidente que isso emociona, ninguém rompe 33 anos de história de forma fria. Eu não tenho histórico [familiar] de político, eu venho de baixo, sou filho de camponeses, minha mãe era quebradora de coco, meu pai era lavrador, nasci num quilombo, estou no PT desde 80, nós abrimos a picada. Cheguei até aqui, nunca me envolvi com corrupção, nunca peguei um tostão de empresários pra fazer campanha, sempre faço minhas campanhas a pé, demos o melhor da nossa vida pelo PT e pela liderança do presidente Lula, então é evidente que isso emociona. Então, talvez pela emoção do anúncio, deu essa repercussão.
O projeto do PT se esgotou?
Eu acho que tem muita gente boa no PT, tem lideranças extraordinárias. O governo fez muita coisa boa, tanto o presidente Lula como a presidente Dilma. O erro foi na política porque, ao invés de oxigenar a política, o presidente Lula deu muita razão pra gente ordinária, pra política tradicional, que está aí há séculos. Por isso que está pagando o pato hoje. A presidente Dilma está pagando esse preço alto porque o presidente Lula teve a chance, com a sua popularidade, de oxigenar a política, e não oxigenou. Preferiu figuras como o Sarney, o [Fernando] Collor, Jader [Barbalho], e assim por diante.
O sr. vai se candidatar a qual cargo em 2014?
Como eu estou saindo do PT e a Rede ainda não existe, estou colocando meu nome como pré-candidato a senador. Se a Rede surgir, é pela Rede. Eu estou em segundo lugar nas últimas pesquisas, o campeão é o candidato do governo, que pode ser o [ministro das Minas e Energia] Edison Lobão [PMDB]. Mas, sem estrutura nenhuma, eu estou em segundo lugar.
Quem ri ... ritalina nele!
Comentário: desde 1960 a ritalina foi proibida nos EUA. No Brasil, médicos, pais, escola, não querem crianças que falam, brincam ...
Na Má-ringa as escolas enviam seus alunos aos médicos e estes enviam as crianças ao inferno. Abrem a porta para que essas crianças sejam viciadas em cocaína mais tarde.
do Blog de ROBERTO ROMANO
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
JORNAL DA UNICAMP
A ritalina e os riscos de
um 'genocídio do futuro'
05/08/2013 - 16:28
05/08/2013 - 16:28
- Texto
- Imagens
- Edição de Imagens
A docente Maria Aparecida Moysésa também indicada para crianças
Ritalina desapareceu há poucos meses
Para uns, ela é uma droga perversa. Para outros, a 'tábua de salvação'. Trata-se da ritalina, o metilfenidato, da família das anfetaminas, prescrita para adultos e crianças portadores de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Teria o objetivo de melhorar a concentração, diminuir o cansaço e acumular mais informação em menos tempo. Esse fármaco desapareceu das prateleiras brasileiras há poucos meses (e já começou a voltar), trazendo instabilidade principalmente aos pais, pela incerteza do consumo pelos filhos. Ocorre que essa droga pode trazer dependência química, pois tem o mesmo mecanismo de ação da cocaína, sendo classificada pela Drug Enforcement Administration como um narcótico. No caso de consumo pela criança, que tem seu organismo ainda em fase de formação, a ritalina vem sendo indicada de maneira indiscriminada, sem o devido rigor no diagnóstico. Tanto que, no momento, o país se desponta na segunda posição mundial de consumo da droga, figurando apenas atrás dos Estados Unidos. Como acontece com boa parte dos medicamentos da família das anfetaminas, a ritalina 'chafurda' a ilegalidade, com jovens procurando a euforia química e o emagrecimento sem dispor de receita médica. Fala-se muito que, se não fizer o tratamento com a ritalina, o paciente se tornará um delinquente. "Mas nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona", critica a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, docente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. “A gente corre o risco de fazer um genocídio do futuro. Mais vale a orientação familiar”, encoraja a pediatra, que concedeu entrevista, a seguir, ao Portal Unicamp.
Portal Unicamp – Há pouco tempo, faltou distribuição de ritalina no mercado brasileiro. Como essa lacuna foi sentida?
Cida Moysés – Não sabemos verdadeiramente o motivo de faltar o medicamento, mas isso criou uma instabilidade nas pessoas. As famílias ficaram muito preocupadas e entraram em pânico, com medo de que os filhos ficassem sem esse fornecimento. Isso foi sentido de um modo muito mais intenso do que com outros medicamentos que de fato demonstram que sua interrupção seria mais complicada que a ritalina. São os casos dos medicamentos para diabetes ou hipertensão. Apesar de não conhecermos a razão dessa falta do medicamento, sabemos das estratégias de mercado para outros produtos como o açúcar e o café que faltam no supermercado e, por isso, também para os medicamentos que faltam na farmácia. Quando somem das prateleiras, eles criam angústia. No entanto, em geral, retornam mais tarde. E mais caros, é óbvio.
Portal Unicamp – O que é a ritalina? Como ela age?
Cida Moysés – A ritalina, assim como o concerta (que tem a mesma substância da ritalina – o metilfenidato, é um estimulante do sistema nervoso central - SNC), tem o mesmo mecanismo de ação das anfetaminas e da cocaína, bem como de qualquer outro estimulante. Ela aumenta a concentração de dopaminas (neurotransmissor associado ao prazer) nas sinapses, mas não em níveis fisiológicos. É certo que os prazeres da vida também fazem elevar um pouco a dopamina, porém durante um pequeno período de tempo. Contudo, o metilfenidato aumenta muito mais. Assim, os prazeres da vida não conseguem competir com essa elevação. A única coisa que dá prazer, que acalma, é mais um outro comprimido de metilfenidato, de anfetamina. Esse é o mecanismo clássico da dependência química. É também o que faz a cocaína.
Portal Unicamp – Quando a ritalina é indicada?
Cida Moysés – Para quem indica, é nos casos com diagnóstico de TDAH. Eu não indico. Para esses médicos, entendo que é necessário traçar uma relação custo-benefício: quanto ganho com esse tratamento em termos de vantagens e de desvantagens. Sabe-se que é uma droga que possui inúmeras reações adversas, como qualquer droga psicoativa. Considero extremamente complicado usar uma droga com essas reações para melhorar o comportamento de uma criança. Qual é o preço disso?
Portal Unicamp – Quais são os sintomas principais?
Cida Moysés – As reações adversas estão em todo o organismo e, no sistema nervoso central então, são inúmeras. Isso é mencionado em qualquer livro de Farmacologia. A lista de sintomas é enorme. Se a criança já desenvolveu dependência química, ela pode enfrentar a crise de abstinência. Também pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e correm o risco de cometer até o suicídio. São dados registrados no Food and Drug Administration (FDA). São relatos espontâneos feitos por médicos. Não é algo desprezível. Além disso, aparecem outros sintomas como cefaleia, tontura e efeito zombie like, em que a pessoa fica quimicamente contida em si mesma.
Portal Unicamp – Não é pouca coisa...
Cida Moysés – Ocorre que isso não é efeito terapêutico. É reação adversa, sinal de toxicidade. Além disso, no sistema cardiovascular é possível ter hipertensão, taquicardia, arritmia e até parada cardíaca. No sistema gastrointestinal, quem já tomou remédio para emagrecer conhece bem essas reações: boca seca, falta de apetite, dor no estômago. A droga interfere em todo o sistema endócrino, que interfere na hipófise. Altera a secreção de hormônios sexuais e diminui a secreção do hormônio de crescimento. Logo, as crianças ficam mais baixas e também essa droga age no peso. Verificando tudo isso, a relação de custo-benefício não vale a pena. Não indico metilfenidato para as crianças. Se não indico para um neto, uma criança da família, não indico para uma outra criança.
Portal Unicamp – Criança não comportada é um problema social?
Cida Moysés – Está se tornando. E não vai se resolver colocando um diagnóstico de uma doença neurológica ou neuropsiquiátrica e administrando um psicotrópico para uma criança.
Portal Unicamp – Qual seria o tratamento então?
Cida Moysés – Um levantamento de 2011, publicado pelo equivalente ao Ministério da Saúde nos Estados Unidos, envolve uma pesquisa feita pelo Centro de Medicina baseado em Evidências da Universidade de McMaster, no Canadá, que analisou todas as publicações de 1980 a 2010 sobre o tratamento de TDAH. O primeiro dado interessante foi que, dos dez mil trabalhos que provaram que o metilfenidato funciona, é seguro, apenas 12 foram considerados publicações científicas. Todo o resto foi descartado por não preencher os critérios de cientificidade. Esse é um aspecto muito importante. Dos 12 trabalhos restantes, o que eles encontraram foi que a orientação familiar tem alta evidência de bons resultados, e o medicamento tem baixa evidência. Isso não quer dizer que a família seja culpada. É preciso orientá-la como lidar com essa criança. Além disso, os dados dessa pesquisa sobre rendimento escolar foram inconclusivos, assim como não há nenhum dado que permita dizer que melhora o prognóstico em longo prazo. Fala-se muito que, se a criança não for tratada, vai se tornar uma dependente química ou delinquente. Nenhum dado permite dizer isso. Então não tem comprovação de que funciona. Ao contrário: não funciona. E o que está acontecendo é que o diagnóstico de TDAH está sendo feito em uma porcentagem muito grande de crianças, de forma indiscriminada.
Portal Unicamp – Dê um exemplo.
Cida Moysés – Quando se fala em 5% a 10% de pessoas com determinado problema, o conhecimento médico exige que se assuma que isso é um produto social, e não uma doença inata, neurológica, como seria o TDAH, e muito menos genética. Não dá para pensar em porcentagens. Em Medicina, sobre doenças desse tipo fala-se em 1 para 100 mil ou em 1 para 1 milhão. Então, é algo socialmente que vem se produzindo. Quando digo isso, de novo, não estou dizendo que a família é a culpada. Pelo contrário, é um modo de viver que estamos produzindo.
Portal Unicamp – Quem está sendo medicado?
Cida Moysés – São as crianças questionadoras (que não se submetem facilmente às regras) e aquelas que sonham, têm fantasias, utopias e que ‘viajam’. Com isso, o que está se abortando? São os questionamentos e as utopias. Só vivemos hoje num mundo diferente de 1.000 anos atrás porque muita gente questionou, sonhou e lutou por um mundo diferente e pelas utopias. Quando impedimos isso quimicamente, segundo a frase de um psiquiatra uruguaio, “a gente corre o risco de estar fazendo um genocídio do futuro”. Estamos dificultando, senão impedindo, a construção de futuros diferentes e mundos diferentes. E isso é terrível.
Portal Unicamp – Na França, o TDAH é praticamente zero. A que se deve isso?
Cida Moysés – Isso se deve a valores culturais, fundamentalmente.
Portal Unicamp – Isso em países desenvolvidos?
Cida Moysés – Não necessariamente. Ninguém pode dizer que os EUA não sejam desenvolvidos. Não obstante, o país é o primeiro grande consumidor mundial da ritalina, da onde irradia tudo. O Brasil vem logo em seguida, como segundo consumidor mundial. Ao contrário do que se propaga, de que a taxa de prevalência é a mesma em todos os lugares, isso não é verdade. Varia de 0,1% a 20%, conforme o estudo da Universidade McMaster do Canadá. Varia de acordo com valores culturais, região geográfica, época e conforme o profissional que está avaliando. Há trabalhos que mostram, por exemplo, que médicas diagnosticam mais TDAH em meninos e que médicos mais em meninas, provavelmente por uma falta de identificação. Alguns trabalhos mostram que crianças pobres têm mais chances de receber o diagnóstico. Estamos falando de uma Era dos Transtornos – uma epidemia dos diagnósticos. A França tem uma resistência muito grande a isso por uma questão de formação de médicos, de valores da sociedade. Lá eles têm um movimento muito grande desencadeado por médicos, muitos deles psiquiatras, que se chama collectif pas de 0 de conduite. Esse movimento surgiu como reação à lei que propunha avaliar o comportamento de todas as crianças até três anos de idade. Era um modelo que pegava especificamente pobres e imigrantes. O movimento conseguiu derrubar tal lei.
Portal Unicamp – Existe no Brasil alternativa diferente da medicalização, da visão organicista?
Cida Moysés – Temos uma articulação mais recente que é o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, o qual eu e o Departamento de Pediatria da FCM-Unicamp integramos. O nosso Departamento é o seu membro fundador, tendo mais de 40 entidades acadêmicas profissionais e mais de 3.000 pessoas físicas no Brasil, que estão buscando difundir as críticas que existem na literatura científica sobre isso. Além do mais, procuramos construir outros modos de acolher e de atender as necessidades das famílias dos jovens que vivenciam e sofrem com esses processos de medicalização. Em novembro, a Unicamp promoverá um Fórum Permanente sobre Medicalização da Vida, que irá abordar essas questões de medicalização e de patologização da vida. Todos estão convidados.

20 dicas para escrever bem... mal!
Cap-tirado do Facebook
20 DICAS PARA ESCREVER BEM:
1. Evite repetir a mesma palavra, porque essa palavra vai se tornar uma palavra repetitiva e, assim, a repetição da palavra fará com que a palavra repetida diminua o valor do texto em que a palavra se encontre r...epetida!
2. Fuja ao máx. da utiliz. de abrev., pq elas tb empobrecem qquer. txt ou mensag. que vc. escrev.
3. Remember: Estrangeirismos never! Eles estão out! Já a palavra da língua portuguesa é very nice! Ok?
4. Você nunca deve estar usando o gerúndio! Porque, assim, vai estar deixando o texto desagradável para quem vai estar lendo o que você vai estar escrevendo. Por isso, deve estar prestando atenção, pois, caso contrário, quem vai estar recebendo a mensagem vai estar comentando que esse seu jeito de estar redigindo vai estar irritando todas as pessoas que vão estar lendo!
5. Não apele pra gíria, mano, ainda que pareça tipo assim, legal, da hora, sacou? Então joia. Valeu!
6. Abstraia-se, peremptoriamente, de grafar terminologias vernaculares classicizantes, pinçadas em alfarrábios de priscas eras e eivadas de preciosismos anacrônicos e esdrúxulos, inconciliáveis com o escopo colimado por qualquer escriba ou amanuense.
7. Jamais abuse de citações. Como alguém já disse: “Quem anda pela cabeça dos outros é piolho”. E “Todo aquele que cita os outros não tem ideias próprias”!
8. Lembre-se: o uso de parêntese (ainda que pareça ser necessário) prejudica a compreensão do texto (acaba truncando seu sentido) e (quase sempre) alonga desnecessariamente a frase.
9. Frases lacônicas, com apenas uma palavra? NUNCA!
10. Não use redundâncias, ou pleonasmos ou tautologias na redação. Isso significa que sua redação não precisa dizer a mesmíssima coisa de formas diferentes, ou seja, não deve repetir o mesmo argumento mais de uma vez. Isso que quer dizer, em outras palavras, que não se deve repetir a ideia que já foi transmitida anteriormente por palavras iguais, semelhantes ou equivalentes.
11. A hortografia meresse muinta atensão! Preciza ser corrijida ezatamente para não firir a lingúa portuguêza!
12. Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! Seu texto ficará intragável!!! Não se esqueça!!!
13. Evitar-se-á sempre a mesóclise. Daqui para frente, pôr-se-á cada dia mais na memória: “Mesóclise: evitá-la-ei”! Exclui-la-ei! Abominá-la-ei!”
14. Muita atenção para evitar a repetição de terminação que dê a sensação de poetização! Rima na prosa não se entrosa: é coisa desastrosa, além de horrorosa!
15. Fuja de todas e quaisquer generalizações. Na totalidade dos casos, todas as pessoas que generalizam, sem absolutamente qualquer exceção, criam situações de confusão total e geral.
16. A voz passiva deve ser evitada, para que a frase não seja passada de maneira não destacada junto ao público para o qual ela vai ser transmitida.
17. Seja específico: deixe o assunto mais ou menos definido, quase sem dúvida e até onde for possível, com umas poucas oscilações de posicionamento.
18. Como já repeti um milhão de vezes: evite o exagero. Ele prejudica a compreensão de todo o mundo!
19. Por fim, Lembre-se sempre: nunca deixe frases incompletas. Elas sempre dão margem a
JB OliveiraVer mais
1. Evite repetir a mesma palavra, porque essa palavra vai se tornar uma palavra repetitiva e, assim, a repetição da palavra fará com que a palavra repetida diminua o valor do texto em que a palavra se encontre r...epetida!
2. Fuja ao máx. da utiliz. de abrev., pq elas tb empobrecem qquer. txt ou mensag. que vc. escrev.
3. Remember: Estrangeirismos never! Eles estão out! Já a palavra da língua portuguesa é very nice! Ok?
4. Você nunca deve estar usando o gerúndio! Porque, assim, vai estar deixando o texto desagradável para quem vai estar lendo o que você vai estar escrevendo. Por isso, deve estar prestando atenção, pois, caso contrário, quem vai estar recebendo a mensagem vai estar comentando que esse seu jeito de estar redigindo vai estar irritando todas as pessoas que vão estar lendo!
5. Não apele pra gíria, mano, ainda que pareça tipo assim, legal, da hora, sacou? Então joia. Valeu!
6. Abstraia-se, peremptoriamente, de grafar terminologias vernaculares classicizantes, pinçadas em alfarrábios de priscas eras e eivadas de preciosismos anacrônicos e esdrúxulos, inconciliáveis com o escopo colimado por qualquer escriba ou amanuense.
7. Jamais abuse de citações. Como alguém já disse: “Quem anda pela cabeça dos outros é piolho”. E “Todo aquele que cita os outros não tem ideias próprias”!
8. Lembre-se: o uso de parêntese (ainda que pareça ser necessário) prejudica a compreensão do texto (acaba truncando seu sentido) e (quase sempre) alonga desnecessariamente a frase.
9. Frases lacônicas, com apenas uma palavra? NUNCA!
10. Não use redundâncias, ou pleonasmos ou tautologias na redação. Isso significa que sua redação não precisa dizer a mesmíssima coisa de formas diferentes, ou seja, não deve repetir o mesmo argumento mais de uma vez. Isso que quer dizer, em outras palavras, que não se deve repetir a ideia que já foi transmitida anteriormente por palavras iguais, semelhantes ou equivalentes.
11. A hortografia meresse muinta atensão! Preciza ser corrijida ezatamente para não firir a lingúa portuguêza!
12. Não abuse das exclamações! Nunca!!! Jamais!!! Seu texto ficará intragável!!! Não se esqueça!!!
13. Evitar-se-á sempre a mesóclise. Daqui para frente, pôr-se-á cada dia mais na memória: “Mesóclise: evitá-la-ei”! Exclui-la-ei! Abominá-la-ei!”
14. Muita atenção para evitar a repetição de terminação que dê a sensação de poetização! Rima na prosa não se entrosa: é coisa desastrosa, além de horrorosa!
15. Fuja de todas e quaisquer generalizações. Na totalidade dos casos, todas as pessoas que generalizam, sem absolutamente qualquer exceção, criam situações de confusão total e geral.
16. A voz passiva deve ser evitada, para que a frase não seja passada de maneira não destacada junto ao público para o qual ela vai ser transmitida.
17. Seja específico: deixe o assunto mais ou menos definido, quase sem dúvida e até onde for possível, com umas poucas oscilações de posicionamento.
18. Como já repeti um milhão de vezes: evite o exagero. Ele prejudica a compreensão de todo o mundo!
19. Por fim, Lembre-se sempre: nunca deixe frases incompletas. Elas sempre dão margem a
JB OliveiraVer mais
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Na Universidade Estadual de Maringá: governador empurra para a paralisação da única universidade pública!
NÃO DEIXEM O RICHA DESTRUIR O ENSINO PÚBLICO. OS TUCANOS PRIVATIZAM ATÉ A FAMÍLIA IMAGINE UM LOCAL DE PENSAMENTO LIVRE!
!!! Firmes na Luta, temos um ATO na próxima quinta-feira !!! 14 h em frente ao DCE
!!! por nenhum Professor a Menos,
por mais Professores Efetivos na UEM !!!
!!! por nenhum Professor a Menos,
por mais Professores Efetivos na UEM !!!
NINJAS...
Mídia
Ninja
Pablo Capilé
massacrou a todos no ‘Roda Viva’. Nunca assisti improvisação verbal como essa.
por
Helio Fernandes - 7.8.13
O
programa da TV Cultura Roda Viva nunca entrou no meu roteiro ou na minha
programação do fim de noite. Anteontem, quebrei essa rotina, queria conhecer os
líderes do Mídia Ninja, Pedro Torturra e Pablo Capilé. Não sabia como eles
eram, nem física nem mentalmente.
Nos
primeiros 40 minutos, Pablo Capilé me assombrou. Falou sem parar por duas
vezes. A primeira, 9 minutos, a segunda, outros 12. Massacrou a todos. Há muito
tempo não via alguém pensar em tal PROFUNDIDADE e expor com tal VELOCIDADE.
Nos
dois monólogos, sem hesitação, voz firme e segura, nenhuma parada sequer para
respirar ou beber água. Os entrevistadores (?) desnorteados e desencontrados,
acompanhavam a sua fala magistral, não tiravam os olhos dele. E quando parou, e
cabia a eles perguntarem, desfilaram uma quantidade de tolices, bobagens,
coisas sem importância. Nada que merecesse resposta.
Oitenta
por cento dos participantes não sabiam o que perguntar, incluindo o dirigente
do programa (já demitido), chato, monótono, cansativo, que tentava
confundi-los. E quase todos procuravam engasgar os dirigentes do Mídia Ninja,
com dois tipos de evolução. – 1 – Como vocês vivem, com que recursos? 2 – Qual
a ideologia de vocês?
Para
minha sorte de repórter, Capilé retomou a palavra, inundou a todos em casa e
até no exterior. Nos 12 minutos da segunda fala, foi sendo acompanhado por
“postagem” no twitter, facebook e outras formas de tecnologia.
Até
do exterior vinham comunicações, como por exemplo Bernardo Mello Franco,
correspondente da Folha na Inglaterra. De Nova York, muitas, o programa “bateu”
audiência inédita.
Nessa
segunda aparição, quebrando o silêncio generoso para não humilhar ninguém,
Capilé exibiu um repertório de dados e informações, sufocando a bancada, fatos
que não podiam ser assimilados ou respondidos.
Puxa,
foi cerebralmente de uma ponta a outra do país, desfilando dados, números, como
funciona o Mídia Ninja, e isso, segundo ele, com 10 anos de existência.
Lógico,
não garanto que tudo era irrefutável, mas ninguém contestou uma linha. Se não
era verdade, é impossível “inventar” daquela maneira e com a profusão de dados
que desfilava.
Os
que estavam na bancada, tentavam se defender usando 4 ou 5 minutos para não
pensar nada e 1 minuto para “construir” a pergunta. Quem não sabe pensar não
sabe redigir, seja de forma falada ou escrita.
A
partir daí, o programa se arrastou, ganhava alguma vitalidade com Pedro
Torturra, mas eles evitavam ocupar o mesmo espaço ou o mesmo tempo. No
finalzinho, mais sabedoria da Pablo Capilé. Terminado o programa, os
entrevistadores, estáticos, naufragaram em terra seca. E sabiam disso.
O
Roda Viva, que pretendia destruir o Mídia Ninja, saiu da mesmice habitual, para
consagrá-los. Acho que eles, como este repórter, não sabiam nada sobre o Ninja,
que surpresa estonteante.
Tirando
Capilé e Torturra, quem tirou nota 10 no programa foi Paulo Caruso. Desenhos
maravilhosos. E que texto. “Gozava” todos os participantes, de forma
irreverente, num traço magnífico. Mas com contexto admirável, crítico,
elegante, sem exagero. Puxa, Paulo, que sucesso, o Millôr iria adorar.
Suco de gente...na citrosuco
do Blog de Roberto Romano
26/07/2013 - Flagrante de escravidão em uma das três maiores indústrias de suco de laranja no Brasil
08/04/2013 - Adolescente consome 26 kg de açúcar por ano com refrigerante e suco pronto
23/02/2012 - Agrotóxico, pimentão e suco de laranja
18/03/2011 - Trabalho escravo no Brasil: uma herança maldita do capitalismo. Entrevista especial com Frei Xavier Plassat
11/08/2009 - Trabalho escravo: um problema que persiste. Entrevista especial com Marcos Pedlowski
06/06/2009 - Pobreza. A mãe do trabalho escravo no Brasil. Entrevista especial com Leonardo Sakamoto
19/05/2008 - Amazônia: violência, trabalho escravo e impunidade. Entrevista especial com José Batista Afonso
03/12/2007 - Um francês na luta contra o trabalho escravo no Brasil. Entrevista especial com Frei Henri des Rosiers
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
IHU/Unisinos. Sem comentários. Seria preciso?
Sexta, 02 de agosto de 2013
Citrosuco: mais um caso de trabalho escravo no Brasil. Entrevista especial com Renan Barbosa Amorim
Ter o registro do ICMS cassado “é a consequência mais grave para quem utiliza mão de obra análoga ao trabalho escravo”, diz o auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego – MET.
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| Foto de www.advocaciatribst.com.br |
Confira a entrevista.
“Tínhamos uma boa noção do que encontraríamos, porém não tínhamos dimensão da realidade, tanto que fomos surpreendidos pela situação que encontramos no local”, disse Renan Barbosa Amorim, auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, responsável pela fiscalização nos dois laranjais da Citrosuco. Uma das maiores indústrias de suco de laranja do país, a Citrosuco foi multada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última semana, por manter trabalhadores em condições de trabalho escravo nas Fazenda Água Sumida, em Botucatu, e Fazenda Graminha, em São Manoel, cidades na região centro-sul paulista. De acordo com Amorim, trabalhadores tiveram seus documentos retidos pela empresa e foram coagidos moralmente por causa de dívidas obtidas para poderem se manter no emprego.
A denúncia ao Ministério Público foi feita pelos próprios trabalhadores que, conforme explica o auditor fiscal na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por telefone, “vieram com promessas de salário e de transporte, que seria bancado pela empresa, e quando chegaram ao local de trabalho encontraram uma casa pequena, que serviu de alojamento para 26 pessoas. (...) A casa, para se ter uma noção, não tinha nem banheiros e eles tinham de procurar – conforme relatos –, lugar no mato para fazer as necessidades, ou seja, era um local extremamente precário”.
Segundo Amorim, “as empresas ainda são muito reticentes, e assumem a questão trabalhista como um custo a ser reduzido e isso toma uma proporção grande”. De acordo com ele, no caso da Citrosuco, “os encarregados de turma recebem por produção, então querem simplesmente que os funcionários deem o máximo de rendimento com o mínimo de custos. Ou seja, há um descaso com o trabalhador”. Para ele, os casos recorrentes de trabalho escravo em fazendas brasileiras estão diretamente ligados à falta de responsabilização penal. “Ainda não tivemos caso de alguém ser preso por trabalho escravo; conseguimos uma condenação por danos morais na esfera do Trabalho, algumas vezes a inclusão na lista suja das empresas”.
Renan Barbosa Amorim é auditor fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
Confira a entrevista.
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| Foto de reporterbrasil.org.br |
IHU On-Line – Como os órgãos públicos chegaram aos trabalhadores em situação de escravidão na Citrosuco? Foi uma fiscalização de rotina ou por meio de denúncia?
Renan Barbosa Amorim - Neste caso os próprios trabalhadores denunciaram a gravidade da situação, mas não com todos os detalhes. Tínhamos uma boa noção do que encontraríamos, porém não tínhamos dimensão da realidade, tanto que fomos surpreendidos pela situação que encontramos no local. Essas denúncias ocorrem normalmente quando alguém procura os órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE ou o Ministério Público – MP, mas no caso da Citrosuco, como a situação estava realmente complicada, os funcionários se dirigiram ao MP, que depois se dirigiu ao MTE para pedir apoio. Entre a denúncia e a fiscalização houve um espaço de apenas dois dias, sendo que a denúncia foi feita no dia 30 de junho e a fiscalização no dia 2 de julho de 2013.
IHU On-Line – O que caracteriza o trabalho escravo? A que violações dos direitos civis tal prática está vinculada?
Renan Barbosa Amorim - Existem duas convenções da Organização Internacional do Trabalho – OIT, que dispõem sobre o trabalho, e também existe o Código Penal Brasileiro. O artigo 149 define a condição análoga a trabalho escravo, o qual foi utilizado como referência na nossa fiscalização. O trabalho escravo é caracterizado pelo cerceamento da liberdade, que funciona de várias formas. A dívida é um exemplo: quando o empregador cria um fornecimento de bens e obriga os empregados a adquiri-los de forma que gera uma dívida impagável, trata-se de uma restrição indireta. Outra forma é a restrição da liberdade pela retenção de documentos, por exemplo, retém a Carteira de Trabalho ou de identidade impedindo que o trabalhador se locomova porque não tem documentos. Existe a restrição de liberdade mais direta, feita, por exemplo, por armamento ostensivo. Tem ainda as condições degradantes de trabalho e a jornada exaustiva, quando o excesso de atividades toma uma proporção tão grande que afronta a dignidade do trabalhador, acaba com as forças físicas e impede a reposição de energias.
IHU On-Line – Os trabalhadores desse caso estavam sendo submetidos a que tipo de constrangimentos?
Renan Barbosa Amorim - Primeiramente a retenção de documentos, pois a empresa desde a chegada deles reteve as carteiras de trabalhos. Em segundo, a questão da dívida, mas de uma forma indireta, pois o estabelecimento não era da Citrosuco. Porém, por meio da encarregada de turma desses trabalhadores que vieram colher laranjas, eles fizeram dívidas em um supermercado com o aval dessa pessoa, e chegou a um ponto em que não conseguiram pagar o que deviam. Isso é que se chama de coação moral, pois eles tinham uma dívida, sentem-se presos a ela e não podem sair. Por fim, trata-se de uma condição degradante, tendo em vista a condição degradante por conta do alojamento em péssimas condições – inabitável e sem a menor condição de permanência. A própria encarregada de turma que encontrou o local atestou em seu depoimento que não havia as mínimas condições.
Moradia
Um dos requisitos que caracteriza o trabalho escravo é o aliciamento. Os trabalhadores vieram com promessas de salário e de transporte que seria bancado pela empresa e quando chegaram ao local de trabalho encontraram uma casa pequena, que serviu de alojamento para 26 pessoas, que ficaram quase amontoados. A casa, para se ter uma noção, não tinha nem banheiros e eles tinham de procurar – conforme relatos –, lugar no mato para fazer as necessidades, ou seja, era um local extremamente precário. Depois de três meses, como eles viram que não havia a menor condição de ficar, procuraram outro local para morar, e adquiriram dívidas. Ocorre que quando chegamos, não conseguimos fiscalizar a primeira casa, mas os depoimentos, tanto da encarregada de turma quanto dos trabalhadores, comentaram a situação da casa onde estavam.
IHU On-Line – A empresa em questão é umas das gigantes do setor. Nesse sentido, as sanções impostas, multas e as possíveis condenações podem gerar algum impacto significativo nas atividades da empresa?
Renan Barbosa Amorim - Os autos de infrações do Ministério do Trabalho não têm impactos financeiros muito grandes. Só que por conta do trabalho escravo, as restrições são bem mais sérias, primeiro por conta da lista suja do MTE, que ao final do devido processo legal e do processo administrativo interno do MTE devem ter o nome inserido. Depois é que vão aparecer impactos mais fortes, como restrição a crédito. Especificamente em são Paulo existe uma lei estadual que proíbe as empresas condenadas por trabalho escravo a operarem por dez anos. Essa sim é a consequência mais grave, pois tem-se o registro do ICMS cassado e não podem operar. Esta é a consequência mais grave para quem utiliza mão de obra análoga ao trabalho escravo. Neste caso terminamos o relatório e encaminhamos às demais autoridades. Agora o MP deve entrar com uma ação neste sentido, para tentar a cassação do registro da Citrosuco.
IHU On-Line – A tática jurídica de utilizar um preposto como intermediador da contratação dos trabalhadores reduz a responsabilidade da empresa? Por quê?
Renan Barbosa Amorim - Normalmente não acontece isso porque ocorre a subordinação estrutural. Neste caso, porém, trata-se de flagrante, pois havia uma funcionária da Citrosuco, com registro CLT. Além disso, os empregados também foram registrados pela Citrosuco e trabalharam em fazendas da empresa. A ligação com a empresa é muito forte, não tem como alegar que era responsabilidade de terceiros.
Considerando outros casos, como postura da fiscalização, o que se busca é tentar identificar quem é o real beneficiário do trabalho escravo. A relação de emprego é um contrato que chamamos de objetivo, não depende da formalização. Nesse caso o responsável pelo trabalho é aquele que se beneficia do trabalho, seja ele empregador ou não.
IHU On-Line – Este ano o grupo gestor da companhia foi condenado a pagar R$ 400 milhões por condenações na Justiça Trabalhista devido a problemas de contratações terceirizadas. Como uma empresa com tal histórico pode estar em funcionamento?
Renan Barbosa Amorim - A questão é que no Brasil não atingimos a responsabilização no ponto mais forte destas empresas, que é o econômico. Estamos começando a fazer o trabalho que está engatinhando e começa ter bons resultados. Vemos outros problemas, por exemplo, o que antigamente era uma das principais complicações da extração da cana-de-açúcar, migrou para a questão da laranja. Há um problema muito sério de gestão e as empresas parecem não estar preocupadas com a gestão de seus trabalhadores.
IHU On-Line – Qual o maior desafio do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, e Ministério Público do Trabalho – MPT, no sentido de fiscalizar e inibir a realização de trabalho escravo?
Renan Barbosa Amorim - Primeiro temos uma grande dificuldade que é a falta de estrutura. Precisamos brigar com o próprio ministério para poder trabalhar. Para ter uma ideia da situação, quando estávamos voltando de uma das fazendas em que estávamos fiscalizando, por volta das 22h30, fomos parados pela polícia porque o documento da viatura estava vencido. Se acontecer algum problema semelhante em Bauru não temos viatura e ficamos presos sem ter como trabalhar.
Postura das empresas
Além disso, vemos que as empresas ainda são muito reticentes, assumem a questão trabalhista como um custo a ser reduzido e isso toma uma proporção grande. Nesse caso da Citrosuco, os encarregados de turma recebem por produção, então querem simplesmente que os funcionários deem o máximo de rendimento com o mínimo de custos. Ou seja, há um descaso com o trabalhador. Outro problema é a responsabilização penal. Ainda não tivemos caso de alguém ser preso por trabalho escravo; conseguimos uma condenação por danos morais na esfera do Trabalho, algumas vezes a inclusão na lista suja das empresas. Fazemos esse trabalho na ponta, apesar de todas as dificuldades.
IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?
Renan Barbosa Amorim - O que mais preocupa é a estrutura do combate, porque a falta do mínimo de condições emperra muito nosso trabalho. Gostaríamos de aprofundar mais e fazer mais fiscalizações, mas o descaso do governo com a nossa atuação atrapalha demais o andamento das nossas tarefas. Sobra, no final das contas, para o trabalhador que busca as autoridades, e o que é difícil fica ainda pior nessa situação. Imagina pessoas totalmente abandonadas que tiveram de buscar o Ministério do Trabalho para buscarem seus direitos? A nossa maior dificuldade é conseguir trabalhar.
Citrosuco: mais um caso de trabalho escravo no Brasil. Entrevista especial com Renan Barbosa Amorim
Para ler mais:
o HORROR, O HORROR...
Do blog de ROBERTO ROMANO
Folha de são Paulo. Ilustrada, resenha. Brasil, paradigma da civilização cristã e ocidental. Gente fina. pacífica, ordeira e assassina.
03/08/2013 - 03h25
Livro 'Holocausto Brasileiro' relata horrores de hospício mineiro
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ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Francisca dos Reis trabalhava na cozinha do hospital e queria uma vaga como assistente de enfermagem. Foi encaminhada para um teste. Viu uma de suas colegas colocar um pedaço de cobertor na boca de um homem amarrado, molhar a testa dele e acionar a engenhoca.
A descarga elétrica matou o paciente na hora. Seu corpo foi embrulhado com um lençol e deixado no chão. A segunda sessão de eletrochoque aconteceu em seguida. O homem era mais jovem. Morreu imediatamente. Francisca desistiu de concorrer ao posto na enfermaria.
Era 1979 e os eletrochoques faziam parte do cotidiano do Hospital Colônia de Barbacena (MG), o maior hospício do Brasil. As descargas eram tão fortes que chegavam a afetar o abastecimento de luz do município mineiro, conhecido como a "cidade das rosas".
| Luiz Alfredo/Divulgação | ||
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| Pacientes internados no Hospital Colônia de Barbacena (MG), o maior hospício do Brasil, onde morreram 60 mil pessoas, em imagem sem data |
Lá, em 1903, o hospício começou a funcionar. Foi construído nas terras da antiga Fazenda Caveira, que Joaquim Silvério dos Reis recebeu como prêmio por sua delação ao movimento dos inconfidentes mineiros.
Ali, 60 mil pessoas morreram. Nos anos 1960, 5.000 pacientes habitavam o lugar projetado para 200. Dormiam sobre capim no chão, andavam nus, bebiam água do esgoto, comiam em cochos, passavam frio e fome.
O relato dessa rotina de está em "Holocausto Brasileiro", da jornalista Daniela Arbex, 40, ganhadora de prêmios Esso e Vladimir Herzog.
"O Colônia tornou-se destino de desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, negros, pobres, pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados, inclusive os chamados insanos", escreve Arbex.
Por telefone, ela diz à Folha que tomou conhecimento da tragédia de Barbacena em 2009, folheando um livro do governo do Estado onde apareciam fotos do interior do hospício feitas em 1961 para a revista "O Cruzeiro". Eram imagens chocantes de degradação e abandono.
Arbex, repórter especial do jornal "Tribuna de Minas" (em Juiz de Fora), começou uma apuração sobre o caso e publicou reportagens em 2011. No ano passado, resolveu aprofundar o trabalho.
Tirando dinheiro do próprio bolso, viajou nos finais de semana e entrevistou mais de cem pessoas em três Estados. Os testemunhos de internos, médicos e funcionários que passaram pelo hospício são a base do livro.
A obra relata histórias como a de Antônio Gomes da Silva, levado ao hospital quando tinha 25 anos. Aos 68, ele conta: "Não sei por que me prenderam. Depois que perdi meu emprego, tudo se descontrolou. Da cadeia, me mandaram para o hospital, onde eu ficava pelado, embora houvesse muita roupa na lavanderia. Se existe inferno, o Colônia era esse lugar". Ele só deixou o hospício em 2003.
Arbex contabiliza ao menos 30 bebês nascidos no Colônia doados sem o consentimento das mães. E narra o ato desesperado de algumas grávidas, que jogavam suas fezes no corpo para se proteger de ataques de funcionários.
A jornalista diz que o que mais a chocou foi constatar que "o país desconhecia uma de suas piores tragédias". Para ela, o silêncio de décadas ocorreu porque os internos "eram indesejados sociais, e existe uma teoria de limpeza social que vigora até hoje".
Na sua visão, a situação em prisões e em outros locais ainda reflete essa "invisibilidade social". "O modelo da internação compulsória não seria uma reedição desses abusos sob a forma de política pública? A sociedade precisa discutir essas questões."
A ditadura sufocou o drama de Barbacena, denunciado em 1961 por "O Cruzeiro", e o caso só voltou a ganhar relevo em 1979, quando novas reportagens e denúncias sobre o hospício puderam circular.
A partir dos anos 1980, o hospício foi sendo modificado e desativado; pacientes foram transferidos para instituições menores.
Até 1994 havia celas no hospital. Hoje, o lugar atende várias especialidades médicas. Na área psiquiátrica ainda estão 160 pessoas remanescentes do antigo Colônia.
HOLOCAUSTO BRASILEIRO
AUTORA Daniela Arbex
EDITORA Geração Editorial
QUANTO R$ 39,90 (256 págs.)
PUTZ!
do Blog de ROBERTO ROMANO
IHU/Unisinos. Monsanto consegue a patente do brócolis. Eu poderia dizer: "não gosto de brócolis", como o fazem tantas crianças saudáveis. Mas a Monsanto, que de santa nada tem, logo vai patentear o planeta....
Quarta, 17 de julho de 2013
Monsanto consegue a patente do brócolis
Em junho, o Escritório Europeu de Patentes, em Munique, concedeu uma patente sobre o cultivo convencional de brócolis. Seminis, uma empresa que é de propriedade da Monsanto, recebeu a patente (EP 1597965) do brócolis derivado do melhoramento convencional. As plantas, que se supõe que tenham as colheitas melhoradas, derivam do cruzamento e seleção tradicional. A patente abrange as plantas, as sementes e a “cabeça de brócolis cortada”.
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| Fonte: http://laradiodelsur.com/?p=191036 |
A reportagem é publicada pelo sítio La Radio del Sur, 16-07-2013. A tradução é do Cepat.
Além disso, abrange uma “pluralidade de plantas de brócolis... cultivadas em um campo de brócolis. “O Parlamento Europeu e o Parlamento alemão foram muito críticos com este tipo de patente. Recentemente, dois milhões de assinaturas foram coletadas numa petição em favor da proibição das patentes sobre o cultivo convencional. A organização Não às patentes sobre sementes! está iniciando uma oposição contra esta última patente da Monsanto.
“Fazemos um chamado para demonstrar oposição contra a patente sobre o brócolis. O Escritório Europeu de Patentes e a Monsanto estão em um caminho de confronto com a sociedade europeia”, disse Christoph Then da organização Não às Patentes sobre Sementes!. “Temos a intenção de transmitir um claro sinal de que não vamos deixar que nossa comida seja monopolizada”.
Todas as organizações que também estão fazendo exigências aos políticos europeus, motivam para que estes assumam o controle do Escritório Europeu de Patentes, com a finalidade de mudar a interpretação da lei atual de patentes por meio do Conselho de Administração do Escritório Europeu de Patentes, que é o conjunto dos Estados membros.
Como se desprende de um documento de trabalho publicado pela Organização Mundial de Alimentos da FAO, a indústria está planejando explorar as patentes sobre o cultivo convencional. Segundo os números, as vendas globais de plantas patenteadas, derivadas da reprodução convencional, aumentarão de cerca de 700 milhões de dólares para 3 bilhões de dólares estadunidenses, em 2020. Estes números se baseiam também nas patentes concedidas pelo Escritório Europeu de Patentes.
As organizações que integram a coalizão Não às Patentes sobre Sementes! estão muito preocupadas com o fato de que este tipo de patente fomentará ainda mais a concentração do mercado, tornando os agricultores e outros atores da cadeia de fornecimento de alimentos ainda mais dependentes de algumas poucas empresas internacionais e, finalmente, reduzindo as opções dos consumidores. A coalizão Não às Patentes sobre Sementes! é organizada por Bionext (Países Baixos), Declaração de Berna (Suíça), GeneWatch (Reino Unido), Greenpeace (Alemanha), Misereor (Alemanha), o Fundo de Desenvolvimento (Noruega), Não às Patentes sobre a vida (Alemanha), Rete Semi Rurali (Itália), Rede de Sementes Camponesas (França) e Swissaid (Suíça). Todas elas estão pedindo uma revisão da Lei de Patentes Europeia. A coalizão conta com o apoio de várias centenas de outras organizações.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
VAIAS para projeto dos prefeitos Barros e Pupin ( na Má-ringa)
Sob vaias, secretário de Pupin diz que UEM é “grande latifúndio”(Do Blog do Rigon)
cap-tirado do Blog do Paulo Vidigal
O secretário de Assuntos Comunitários do prefeito Carlos Pupin (PP), Miguel Grillo (PMDB), foi vaiado na noite de ontem durante a realização da audiência pública sobre o contorno da UEM e mudanças no sistema viário interno e externo, no Bloco C-67 da Universidade Estadual de Maringá, que se trata da continuidade da discussão da transposição da UEM. Depois de diversas pessoas exporem suas críticas e/ou sugestões sobre o assunto, o secretário – que deverá deixar a administração por conta da Lei da Ficha Limpa – pediu a palavra. Antes, porém, a presidente da comissão interna criada para tratar do tema abriu para votação da comunidade universitária se ele poderia ou não ter espaço para falar. Foi dado o espaço. Ao iniciar a fala do secretário – que não foi o único cargo comissionado de Pupin presente ao encontro – contrária ao pensamento de quase 100% dos presentes, começaram as vaias. Alguns, mesmo não sendo fãs de Grillo, ex-acadêmico da UEM, pediram aos mais exaltados que o deixassem falar. Mas a cada palavra sua, mais vaias surgiam.
O ponto alto foi quando ele disse que “a UEM é um grande latifúndio” – só não disse se um latifúndio produtivo ou não. Daí por diante não conseguiu mais falar, por causa das vaias. O blog soube que mesmo assim ele insistiu, até que um dos presentes desligou a caixa de som e ele ficou, digamos, falando sozinho pois ninguém conseguia escutá-lo diante das vaias. Ao final das contas, por maioria absoluta de votos, ficou decidido que a comissão deve apresentar à prefeitura a proposta de parar com tudo que tem sido discutido e até mesmo o que já foi aprovado e se iniciar novas discussões envolvendo mais pessoas e não deixar que a UEM seja invadida pela prefeitura, ou seja, tudo volta à estaca zero.
(Foto: Blog do Rigon)
A arte de perder...SUBLIME!
Via facebook de Maria Amelia
Trecho do poema “Uma Arte” (1956), de Elizabeth Bishop:
A arte de perder não é nenhum mistério.
Tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subsequente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
Veja mais em:
https://www.facebook.com/ notes/semióticas/flores-raras/ 441562162531933
Veja também:
http:// semioticas1.blogspot.com.br/ 2013/02/bodas-do-boom.html
A arte de perder não é nenhum mistério.
Tantas coisas contêm em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subsequente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
Veja mais em:
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Aceitar a chave perdida, nada é tão sério assim. A arte de perder não é nenhum mistério.
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