Do Blog de Roberto Romano
Prezado Professor Romano:
Que opozissão, não? Um tucanato que privatizou o Brasil, que desprezou o povo, que riu, comeu e fez do FHC o REI. Agora, para ser oposizão, ou opozissão precisaria de programa, mas sabem os tucanos o que é um programa político?
Rede TV, Programa Tema Quente, Rui Tavares Maluf e Roberto Romano e
Os novos presidentes do Senado e da Câmara Federal
Os novos presidentes do Senado e da Câmara Federal
Cientista político Rui Tavares Maluf e professor de filosofia e especialista em ética Roberto Romano discutem se os atuais presidentes das casas do legislativo brasileiro, Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, seriam eleitos sem votação secreta.Veja a 2ª parte.
Data: 07/02/2013O Globo
-
Estadão Conteúdo - 19 minutos atrás
SÃO PAULO - Em minoria no Congresso
Nacional, a oposição ao atual governo federal tem apresentado dificuldades em
articular posições políticas, carece de um programa econômico e político
alternativo para o país e tem atuado de maneira tímida diante do desempenho da
administração da presidente Dilma Rousseff. A avaliação é de cientistas
políticos entrevistados pelo GLOBO, segundo os quais partidos como PSDB e DEM
não têm conseguido, de maneira eficiente, esclarecer e reverberar as suas
posições e críticas na sociedade. O professor de Filosofia Política da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano lembra que, na
história recente do país, a oposição quase sempre foi minoria no Congresso
Nacional, mas considera que nunca foi tão dramática a sensação de sua
inexistência como na atualidade.
Para ele, a votação do senador Pedro Taques
(PDT-MT) ao comando do Senado Federal, inferior à anunciada dias antes por
lideranças da oposição, mostra que, nos últimos tempos, ela assumiu o "realismo"
como "arma de negociação política". O analista político avalia que a oposição
tem tido uma posição dúbia desde o início do governo do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, sobretudo em Segundo ele, pelo governo do PT ter dado
continuidade à política econômica do governo anterior, a oposição adotou uma
espécie de "fidelidade canina" a uma política que imaginou ser a mesma conduzida
pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tornando-se "refém de si
mesma".
- Em troca de um cargo na mesa do Senado
Federal, eles traíram, em sigilo, a palavra de ordem oposicionista. Essa
oposição não diz a que veio, ela não tem uma alternativa de curto, médio e longo
prazos para a economia do Brasil. A oposição nunca foi tão insignificante do
ponto de vista político e legal como neste momento - afirma.
O cientista político e professor do Insper
Humberto Dantas avalia que falta à oposição ao governo federal capacidade de
articular posições e se comunicar com a sociedade de maneira eficiente. Ele
considera que no Congresso Nacional membros da oposição têm colocado os
interesses fisiológicos à frente da lógica oposicionista. Segundo ele, no
primeiro ano da presidente Dilma Rousseff, a taxa de adesão no PSDB ao governo
federal era de quase 20%. No segundo ano, o mesmo índice passou para cerca de
40%.
- O fisiologismo e as estratégias de curto
prazo se sobrepõem à lógica de oposição. Os partidos efetivamente estão
negociando as suas posições com o governo federal e esperando que uma catástrofe
ocorra para tomar o poder novamente - diz.
O cientista político e professor da Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) Luiz Jorge Werneck avalia que a
oposição está sem um programa alternativo para se contrapor ao atual governo
federal. Segundo ele, ela ainda não formatou uma agenda que faça sentido tanto
para ela mesma como para a sociedade.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
O Globo, o que penso da oposição, hoje.
Bloco do sumiço: oposição, só depois do carnaval
- Nem em dia de números negativos da inflação oposicionistas aparecem no Congresso
Maria Lima
Publicado:
Atualizado:
BRASÍLIA — Quinta-feira de anúncio de novos números negativos da inflação
seria, como avaliou um líder governista, dia de a oposição ocupar as tribunas e
“nadar de braçada” nas críticas ao governo. Mas, no Senado, nenhum senador ou
líder do PSDB ou do DEM apareceu para faturar. Só os governistas ocuparam o
espaço da tribuna, com transmissão ao vivo pela TV Senado. Além da criticada
omissão em relação às eleições de Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Alves
(PMDB-RN) para os comandos do Senado e da Câmara, esta quinta-feira foi só mais
um exemplo de como, num período em que o governo da presidente Dilma Rousseff
enfrenta dificuldades de gestão e na condução da política econômica, a oposição
se encolhe e silencia, em vez de partir para o ataque.
Ausentes desde a quarta-feira — alguns desde terça — para uma folga carnavalesca de duas semanas, os líderes da oposição fazem um mea culpa da desarticulação, mas prometem unificar a atuação depois do carnaval.
— A constatação é: o processo eleitoral do ano passado provocou um distanciamento da oposição. Mas nós do DEM, o PPS e o PSDB já superamos essas dificuldades e nos entendemos, e o diálogo voltou a ficar lubrificado. Vamos nos reunir depois do carnaval para retomar uma ação unificada. O governo está errando e surfando sozinho porque nos distanciamos — admitiu ontem, por telefone, o líder do DEM, senador Agripino Maia (RN).
Em conversas esta semana com colegas da oposição, o ex-líder do PSDB no Senado Álvaro Dias (PR) admitiu que o partido se perdeu na eleição do Senado. E culpa a eterna briga entre as alas ligadas ao senador Aécio Neves (MG) e ao ex-governador José Serra (SP). Ele chegou a defender que o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) abrisse mão da 1ª Secretaria da Mesa para reduzir o estrago no partido. Sem sucesso.
— Foi um erro. O PSDB conseguiu atrair para si uma crise que era do governo — lamentou Dias.
Recém-empossado na liderança do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO) promete botar fogo na oposição daqui para a frente para mostrar que o governo Dilma está como “um portal lindo, mas carcomido pelos cupins”. Caiado diz que falta ao grupo um porta-voz:
— Vai começar um novo tempo. O DEM tem voz e preparo intelectual para o debate, e musculatura para enfrentar essa briga. Dilma tem alergia à oposição, mas seu governo está totalmente fragilizado e não sobrevive. É preciso alguém que consiga se comunicar direito com a sociedade.
O professor de Filosofia Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano lembra que, na História recente do país, a oposição quase sempre foi minoria no Congresso Nacional, mas considera que nunca foi tão dramática a sensação de sua inexistência como na atualidade.
— Em troca de um cargo na Mesa do Senado Federal, eles traíram, em sigilo, a palavra de ordem oposicionista. Essa oposição não diz a que veio, ela não tem uma alternativa de curto, médio e longo prazos para a economia do Brasil. A oposição nunca foi tão insignificante do ponto de vista político e legal como neste momento — afirmou.
Os líderes governistas comemoram a ausência de ação do campo adversário. No plenário quase vazio do Senado, ontem, o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), subiu à tribuna para defender o governo Dilma.
— Hoje seria um prato cheio para a oposição, com esses números da inflação, que é uma preocupação nossa. Mas é a cabeça de cada um, né? — comentou Eunício.
— A oposição hoje é menor que na gestão de Lula, e isso facilita para o governo. Mas não devemos menosprezar a importância da oposição — completou o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
Ausentes desde a quarta-feira — alguns desde terça — para uma folga carnavalesca de duas semanas, os líderes da oposição fazem um mea culpa da desarticulação, mas prometem unificar a atuação depois do carnaval.
— A constatação é: o processo eleitoral do ano passado provocou um distanciamento da oposição. Mas nós do DEM, o PPS e o PSDB já superamos essas dificuldades e nos entendemos, e o diálogo voltou a ficar lubrificado. Vamos nos reunir depois do carnaval para retomar uma ação unificada. O governo está errando e surfando sozinho porque nos distanciamos — admitiu ontem, por telefone, o líder do DEM, senador Agripino Maia (RN).
Em conversas esta semana com colegas da oposição, o ex-líder do PSDB no Senado Álvaro Dias (PR) admitiu que o partido se perdeu na eleição do Senado. E culpa a eterna briga entre as alas ligadas ao senador Aécio Neves (MG) e ao ex-governador José Serra (SP). Ele chegou a defender que o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) abrisse mão da 1ª Secretaria da Mesa para reduzir o estrago no partido. Sem sucesso.
— Foi um erro. O PSDB conseguiu atrair para si uma crise que era do governo — lamentou Dias.
Recém-empossado na liderança do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO) promete botar fogo na oposição daqui para a frente para mostrar que o governo Dilma está como “um portal lindo, mas carcomido pelos cupins”. Caiado diz que falta ao grupo um porta-voz:
— Vai começar um novo tempo. O DEM tem voz e preparo intelectual para o debate, e musculatura para enfrentar essa briga. Dilma tem alergia à oposição, mas seu governo está totalmente fragilizado e não sobrevive. É preciso alguém que consiga se comunicar direito com a sociedade.
O professor de Filosofia Política da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano lembra que, na História recente do país, a oposição quase sempre foi minoria no Congresso Nacional, mas considera que nunca foi tão dramática a sensação de sua inexistência como na atualidade.
— Em troca de um cargo na Mesa do Senado Federal, eles traíram, em sigilo, a palavra de ordem oposicionista. Essa oposição não diz a que veio, ela não tem uma alternativa de curto, médio e longo prazos para a economia do Brasil. A oposição nunca foi tão insignificante do ponto de vista político e legal como neste momento — afirmou.
Os líderes governistas comemoram a ausência de ação do campo adversário. No plenário quase vazio do Senado, ontem, o líder do PMDB, Eunício Oliveira (CE), subiu à tribuna para defender o governo Dilma.
— Hoje seria um prato cheio para a oposição, com esses números da inflação, que é uma preocupação nossa. Mas é a cabeça de cada um, né? — comentou Eunício.
— A oposição hoje é menor que na gestão de Lula, e isso facilita para o governo. Mas não devemos menosprezar a importância da oposição — completou o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
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